Você que não tem TV paga, mais que fica louco para assistir aquele filme ou jogo de futebol que só passa nos canais fechados, ouvir uma radio, você encontra isso tudo de graça na Internet, através do programa.
O Mega Cubo oferece acesso a diversos canais de televisão para assistir na Internet gratuitamente através da tecnologia “Steaming”. Com um catalogo de transmissões onde você seleciona o canal que deseja assistir e pronto. O programa não possui adwares ou códigos maliciosos. Então você que possui um lap top, com conexão móvel, poderá assistir televisão a todos instantes através da internet.
Todas as formas de inscrição gráfica se originaram da necessidade humana de se comunicar e se exprimir, certo? Pesquisadores afirmam que até hoje não existem provas concretas de ter sido utilizado algum sistema completo de escrita antes do século 49 a.C.. As mais antigas formas de escrita apresentavam figuras de animais, modelos geométricos e objetos de variados tipos. Não eram apenas formas de expressão, comunicação ou decoração. Provavelmente ligavam-se à magia e a práticas rituais. Primeiras tentativas de materializar sons, sensações, idéias e desejos. A escrita desenhada talvez não trouxesse sentenças inteiras. Comparando com a escrita atual, devia trazer apenas nomes. SegundoRAMAL, nas culturas que não conheciam a escrita, a transmissão da história se dava através das narrativas orais: o narrador relatava as experiências passadas a ouvintes que participavam do mesmo contexto comunicacional porem, quando os mais velhos morriam, apagavam-se dados irrecuperáveis. O saber e a inteligência praticamente se identificavam com a memória, em especial a auditiva.
Com a escrita inaugura-se uma segunda etapa na história humana e com ela, mudaram as relações entre o indivíduo e a memória social. O que não significa que a oralidade perdeu espaço, pois continuamos falando, mas o sujeito pode colocar sua visão de mundo, as culturas, seus sentimentos e vivências, no papel. A escrita trouxe o sentido da linearidade, ou seja, na memória de uma cultura já não caberia mais em apenas um conto, mas sim em documentos e registros históricos, inscritos em uma cronologia. A escrita toma o papel da memória: é como se fosse um auxiliar situado fora do sujeito.
O conhecimento escolar da cultura letrada se estruturou como as páginas de um livro: linear e segmentado. No livro é difícil consultar dois trechos de páginas diferentes ao mesmo tempo. Define-se, portanto, a escola de hoje como possuidora de características onde um único sentido se sobressai, impedindo os demais e não polifônicas, baseando-se nos conceitos do russo Mikhail Bakhtin.
Curiosidade: Em 1450 Johannes Gutenberg, desenvolveu tipos móveis de metal. Letras, números e sinais de pontuação eram agrupados manualmente em linha, formando palavras e frases, fixados em caixilhos de madeira. As palavras eram separadas por tipos lisos que não imprimiam nada, resultando nos espaços em branco entre elas. Montada a página, passava-se tinta sobre o relevo, pressionando os caixilhos sobre o papel com uma prensa inspirada na de espremer uvas. A difusão foi imediata, era mais barato e rápido. Democratizando o acesso à informação, com a possibilidade de reproduçaõ de livros e mais tarde dos jornais e iniciando uma nova era para os meios de comunicação. dica: documentario sobre a prensa de gutenberg, em inglês. http://www.dontpressme.com/video/gutenberg.html
RAMAL diz que “a linearidade dará lugar ao hipertextual, ao móvel e flexível.”,“a estrutura do hipertexto é a mediação para a produção de conhecimento implicando em novas formas de ler, escrever e aprender.” Esse momento chegou! Onde? Na internet, que trouxe por exemplo a possibilidade, diferente do livro, de postar este texto e logo abaixo de um termo colocar um link onde você possa descobrir o que ele significa e logo depois voltar a ler meu post. Quer exemplo melhor de meio polifônico do que a internet na evolução da escrita? Mas o que é o hipertexto? Como o próprio nome diz,algo que vai além do texto. Dentro do hipertexto existem vários links, que permitem tecer um caminho para outras janelas, conectando algumas expressões com novos textos, se distanciando da linearidade da página e se pareçendo com uma rede. Na Internet, cada site é um hipertexto - clicando em algumas palavras vamos para novos trechos, e construindo, nós mesmos, uma espécie de texto onde as partes podem ser agrupadas e reagrupadas pelo leitor".
Cada uma das páginas da rede é construída por vários autores: designers, projetistas gráficos, programadores, autores do conteúdo do texto. Não existe, portanto, um único autor: seria mais adequado falar de um sujeito coletivo, uma reunião e interação de pessoas que produzem conhecimento e navegam juntas. Como no software livre por exemplo. (tema do meu proximo post)
O hipertexto, alem de uma nova forma de escrita e de comunicação da sociedade, é também algo que vale para outras dimensões da realidade. aí está uma de suas conexões com o campo educacional: O hipertexto como mediação para a produção de conhecimento. Trazendo novas formas de ler, escrever, pensar e aprender.
Enfim a linearidade, que teve data de nascimento (o aparecimento da escrita) e papel determinante no pensamento ocidental, tem agora, nesta nova interface, o momento de seu declínio,será? O Fernando Barreto fez um texto bem legal sobre o Kindle, um livro eletrônico, já deu uma olhada? seria o kindle a evolução do livro? http://radioetvunisa.blogspot.com/2009/04/livro-eletronico.html Com o hipertexto, agora ler é mergulhar na rede, se perder e se libertar da linearidade. Sem início, sem fim e sem um percurso estabelecido, cada texto termina com a abertura para outros. Sem um princípio único, várias narrativas tornam-se possíveis, uma construção em que o expectador ou o leitor tece a narração seguinte. O hipertexto nos permite a visibilidade das janelas, a abertura das muitas caixas de texto, os recursos de cortar e colar fragmentos, a infinidade de dobras.
O texto não é mais algo que se pode tocar, apenas no papel, mas feito de bites, e ocupam um espaço difícil de definir ou imaginar.
Até hoje o professor trazia o saber, a norma culta, a escrita "correta", para os não-letrados, reproduzindo na sala de aula as historias vividas pelas culturas orais. Hoje, ocorre uma mudança: aquele a ser educado é o que melhor domina os instrumentos simbólicos do poder, o aparato de maior prestígio: as tecnologias. O que ocorrerá na sala de aula? Se alguém sabe me fala aí! vamos acabar fazendo trabalhos como este,ao invés de diciplinas chatas apenas nas salas de aula e com inúmeros seminários?
Talvez o hipertexto - construído na soma de muitas mãos, e aberto para todos os links e sentidos - seja uma versão dessa polifonia que Bakhtin procurava; e na escola, uma possibilidade para construir uma sala de aula aberta para as muitas vozes e para um maior acesso aos meios como foi com os tipos móveis de Gutenberg. A escola da cibercultura pode tornar-se o espaço de todas as vozes, todas as falas e todos os textos.
Esse video foi o inicio deste post, o pontapé! Dê uma olhada...
A evolução da escrita, que começa com o papel e o lápis, passa pelo texto digital e chega ao hypertext markup language, html. Com os links, a escrita perdeu a linearidade e ganhou a dimensão virtual.
E até o próximo texto. Fabíola Mamedes
Vídeo: www.youtube.com imagens:www.google.com.br Referencias: RAMAL, Andrea Cecilia. Ler e escrever na cultura digital. Revista conecta, edição 04 Aulas de comunicação comparada, professor Marcio Rodrigo: 17/03/2009- a invenção da prensa por Gutenberg, eras culturais 04/03/2009- Mikhail Bakhtin (polifonia)
Inúmeros filmes retratam sobre tecnologia ou império das maquinas sobre o homem, mas os meus favoritos nesse assunto sempre foram os de invasões a terra por aliens, filmes assim sempre demonstram o poder e superioridade da tecnologia alienígena sobre a nossa, os criadores desse tipo de filmes geralmente não tem medo de extravasar no poder tecnológico do inimigo.No filme o dia em que a terra parou, podemos ver um robô gigante que é ativado apenas quando presencia violência, seu modo de ataque é emitir um som que ser humano nenhum consegue ouvir sem cair no chão e ficar se contorcendo, podemos ver também o auto avanço cientifico e tecnológico que os invasores tem de copiar a forma humana se hospedar dentro dela e se infiltrar na terra como um de noz, ou então em guerra dos mundos que nos mostra maquinas gigantes com um lazer capaz de transformar humanos em pó e que é inofensivo pra qualquer tipo de tecido de roupas, e essas naves são protegidas por uma espécie de campo de força que nenhum tipo de munição da terra consegue ultrapassar, esse filme deixa bem claro a superioridade dos invasores sobre noz que são retratados como seres de inteligência superior.Esses filmes mostram de uma forma indireta a vontade que o homem tem de fazer maquinas espetaculares e que precisamos delas pra nos protegermos, afinal, sempre é exposta a idéia de que aquele que tem a tecnologia mais fraca é inferior, e de qualquer maneira quem não gostaria de um campo de força capaz de deter qualquer tipo de disparo em suas tropas, ou então de um robô gigante que derrubasse todo um batalhão sem dar sequer um disparo, o homem demonstra na tropa do inimigo visto nos filmes de ficção aquilo que ele quer pra ele, e reforça a idéia de que mesmo com tanta evolução e tantos avanços tecnológicos nunca estaremos preparados ou seja, nunca será o bastante. Toda essa tecnologia a um pensar lógico parece impossível, porem a 30 anos atrás celular com Bluetooth, internet rápida e pratica de hoje em dia e outros inúmeros itens tecnológicos que podemos desfrutar tranquilamente e facilmente também pareciam impossíveis,quem imaginaria um ipod em 1950? Ninguém imaginaria ser possível, ou então quem esteve nos primeiros shows de Litle Richards nunca suspeitaria que anos mais tarde teria uma tecnologia chamada de holograma, aquela que exibe a imagem daquela determinada pessoa sem ela estar presente, isso é muito usado em shows como por exemplo os da madona exibidos aqui no Brasil este ano, em grande parte do show a estrela não estava La em cima do palco mas sua imagem sim.
Os aparelhos cerebrais são chamados assim porque eles pensam por a gente naquela determinada função, um celular por exemplo: Pensa em números de telefones, imagens, horários e outra “cambada” de funções, coisas que não conseguiríamos guardar tudo de cabeça, ou o GPS que pensa o caminho a ser traçado por noz. Hoje em dia, os aparelhos cerebrais como celular e outro inúmeros estão extremamente evoluídos, e adquirem cada vez mais funções, algumas muitas vezes inúteis mais agradam só pelo fato de ser uma função a mais. A tecnologia é algo evolutivo e ambicioso por parte dos seus criadores, o homem nunca vai estar satisfeito com a tecnologia já criada ele sempre vai querer mais e mais, e é ai onde estão as duvidas: Até onde daremos inteligência as maquinas? Será que um dia elas estarão com tanta inteligência e funções cerebrais que começaram a agir por conta própria? o homem programa a maquina mais de certa forma ele também é programado por ela, afinal da mesma forma que ela esta La todo dia fazendo sua designada função, o ser humano também está todo dia praticamente o mesmo horário fazendo geralmente a mesma coisa e isso é uma forma de programação humana. De fato que, para lhe dar com muitas maquinas você também tem que estar programado, e de forma não perceptível a maquina vai te programar.Tudo isso parece estranho, mais hoje torna se possível devido a influencia tecnológica nas nossas vidas, tudo esta simplificado tecnologicamente querendo ou não praticamente todo mundo tem uma vida dentro das maquinas, o computador sem duvida é o maior sedutor tecnológico e seu publico ao passar dos anos só vai aumentar mais e mais, como vem acontecendo.
Uma pessoa que não tem uma vida tecnológica esta sendo considerada excluída dentre a sociedade, até por que é extremamente essencial e importante estar conectado, afinal esta tudo La, mais do que se vê na TV, mais do que esta no jornal, e mais do que se ouve falar. O homem de determinada maneira criou um mundo onde a maquina esta sendo praticamente obrigatória em nossas vidas.E tudo isso se resumi a três palavras que o homem sempre quis e sempre vai querer alcançar, ONISCIENTE, ONIPRESENTE e ONIPOTENTE, de certa forma a internet tenta nos tornar onipresente, a gente não esta presente no local mais por intermédio dela sabemos o que acontece no mundo todo em tempo quase real, a internet também recorre a conter todos os assuntos afim de tornar o homem onisciente, uma vez eu ouvi uma história sobre um homem que queria fazer um livro sobre todos os assuntos, hoje já falecido mal sabe ele que esse livro que ele tanto queria já existe e chamasse internet.Onipotente o homem nunca poderá ser, e “na minha opinião” nenhum dos 3 itens jamais será alcançado, mais com certeza chegaremos muito próximo, até porque o homem nunca vai perder a vontade de ser DEUS.
postado por Diego Leite Pereira Radio e TV terceiro semestre - unisa
A palavra museu vem do vocábulo latino museum, que , por sua vez, é derivado do grego ( mouseion ) e refere-se a um lugar ou a um templo dedicado às musas, divindades da mitologia grega que inspiravam as artes. Mnemósine, deusa da memória, a quem os gregos costumavam chamar “a rainha da Eleutéria”, era uma das titânides, filha de Urano (Céu) e Gaia (Terra). Para os gregos, a idéia de memória era bastante peculiar. A memória era constituída por meio da música e dos cantos, e não pela escrita, por isso na antiguidade as histórias eram cantadas. Com a escrita, os gregos sofisticaram o modo de guardar e proteger sua cultura. Assim, Mnemósine, que era a antiga musa, tornou-se mãe das nove musaus, que eram deusas das artes. E foi por meio das artes que os gregos mantiveram sua cultra e sua ciência. O museu como conhecemos hoje remota à época em que os objetos saqueados de uma cidade eram exibidos como troféus. No final do século XVIII, coleções particulares começaram a ser exibida para o público, tanto por motivos financeiros quanto por status social. A partir daí, o museu passou a ser concebido como um espaço voltado à comunicação de massas. Coletar, conservar e pesquisar eram as principais funções dos museus, mas a função expositiva passou a ser predominante á medida que a instituição museológica tornou-se pública. O museu está fortemente ligado ao uso do tempo livre e lazer. Seu caráter educativo só foi admitido muito recentemente (Barbosa, 2008). O Conselho Internacional de Museus (2008) define-o como uma instituição permanente, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento e aberto ao público, que adquire, conserva, pesquisa e exibe, para finalidades de estudo, da educação e da apreciação, evidência material dos povos e de seus ambientes. Diante das mudanças culturais, os museus adquiriram possibilidades interativas de intervenção.Podemos tomar por exemplo o Exploratorium Museum, criado por Frank Hoppenheimer na década de 70, em San Francisco ( EUA) que tem por princípio básico o hands on, minds on, que pretende que a experiência museológica seja de intervenção e criação. Seguindo essa perspectiva, foram criadas muitas instituições,como o Museo Maloka, de Bogotá (Colômbia), e o Museo de los Niños, de Córdoba (Argentina). No Brasil, o Museu Espaço Ciência Viva, no Rio de Janeiro. Impulsionados pelas novas tecnologias da informação e da comunicação,os museus adquirem possibilidades de criação coletiva e de comunicação. Normalmente abrigados em prédios imponentes e/ ou com valor histórico, passam a ocupar também páginas da internet. As redes de informáticas também, entre outros, é um “lugar de encontro” de multidões de minorias e comunidades marginalizadas ou de coletividades de pesquisa e trabalho educativo ou artístico (Martín- Barbero,2003). Entretanto, mesmo diante de todos os artifícios que a tecnologia pode disponibilizar para o homem, Walter Benjamim (escritor oriundo da escola de Frakfurt) é contra essa exposição maciça das obras de arte, ele argumenta que o valor da obra baseado em objeto de culto, admiração deixa de ser aplicado, ou seja, sua “aura” (características que são únicas de quem às criou) é atingida.Também, cada vez que a obra de arte é reproduzida, ganha novas características, mesmo que não seja alterada o seu próprio conteúdo, de qualquer modo é desvalorizado seu hic et nunc (autenticidade). Porém, para doutores e pesquisadores da área, possibilitar o acesso ás obras de arte de modo virtual é uma estratégia de divulgação e de pesquisa que contempla a memória e a produção de conhecimento, o que acarreta em processos de produção, circulação e difusão de bens culturais, históricos e educacionais por meio do ciberespaço.Um museu virtual, devido a sua ação ou diponibilização digitalizada de seu acervo,constitui-se em um espaço cultural e de comunicação. Ao disponibilizar seu acervo virtualmente, o museu pode está em diversos espaços ao mesmo tempo e levar a eles história e cultura, criando redes de comunicação, de troca e de conhecimento, possibilitando asssim a aprendizagem em espaços informais para pesssoas em qualquer lugar.
FONTES: SILVEIRA, ADEMILDE SARTORI e JUSTO, PATRICIA MOREIRA, Museus e ciberespaço. Revista Pátio.n°48 pag 42-43,2009. Site:www.uesc.br/nucleos/nebwb/
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Ressurreição Tecnológica “... e todos viveram felizes para sempre.”
Não é possível garantir a “felicidade” eterna, mas, “viver para sempre” é algo que está cada vez mais próximo graças à tecnologia e a ciência. É o que afirma Ray Kurzweil, um dos maiores inventores e cientistas do mundo. Tido como fantástico por uns e fanático por outros, recentemente o cientista fez previsões que abalaram a comunidade científica. Kurzweil prevê que em um futuro não tão distante alcançaremos a era da Singularidade (referência ao termo usado na astrofísica que designa o ponto do buraco negro no qual não se aplicam as leis gerais da física): As máquinas superarão o ser humano em inteligência, nanorrobôs poderão eliminar doenças de nossa corrente sanguínea, eliminar partículas de poluição do ar e também poderão se reproduzir independente do comando do homem. E mais: O homem viverá para sempre e será possível “ressuscitar” os que já se foram, graças à possibilidade de se fazer uma espécie de back up em nosos cérebros. “Hoje em dia, achamos irresponsável não fazermos back up de nossos PCs. Mas aos poucos, começaremos a fazer back up de nossos cérebros. As pessoas ficarão surpresas ao saber que não podíamos fazer isso em 2010”, afirma Kurzweil.
Incentivado pelo pai, o compositor Fredric, Kurzweil gostava de programar computadores e criar foguetes ao invés de brincar como as outras crianças. Pai e filho sempre conversavam sobre a semelhança estrutural entre música e computadores e foi com base em algumas dessas conversas que Kurzweil, na ocasião com 16 anos, participou do programa de TV “I’ve got a secret” (Eu tenho um segredo) demonstrando uma música tocada por um programa desenvolvido por ele. A invenção rendeu o primeiro lugar na International Science Fair (Feira Internacional de Ciência). Entre suas invenções mais conhecidas estão o primeiro programa capaz de ler, o primeiro que transformava texto em fala e, mais recentemente, está o Mobile Reader (a versão para celulares do dispositivo de leitura para deficientes visuais). Atualmente, além de dar palestras sobre a Singularidade, Kurzweil é conselheiro do exército americano trabalhando no projeto de decodificação de DNA para desenvolver antídotos para os mais diversos vírus. Com 61 anos, se prepara para assistir à era da Singularidade (que, segundo ele, deverá acontecer em 2045): Com o intuito de reprogramar a química de seu organismo, o cientista toma diariamente 150 pílulas desenvolvidas por ele mesmo em parceria com um especialista na área de retardar o envelhecimento. “Em 15 anos estarei dom 75 anos, mas espero que minha idade biológica seja 40”, diz. Para o cientista, já em 2030, máquinas microscópicas chamadas nanorrobôs entrarão em nossos corpos para eliminar células doentes e vírus, além de reorganizar nosso organismo de maneira a nos tornarmos mais saudáveis e para que possamos viver mais. Da mesma forma, essas máquinas feitas por componentes moleculares, poderão escanear todo o nosso conhecimento e experiências vividas e transmití-los a um dispositivo fora do corpo (robô ou programa de computador) fazendo com que, em essência, todos nós possamos viver eternamente. À partir do ano de 2045, estes mesmos nanorrobôs irão se reproduzir sem a interferência humana e se utilizarão de um tipo de “matéria inteligente” chamada por ele de “computronium” para transformar qualquer tipo de coisa em objeto computadorizado, seja uma pedra, uma cadeira, etc. O universo se tornará consciente.
Nem todos são otimistas em relação à Era da Singularidade. Há os que digam que ela não acontecerá. Peter Norvig (Google) pondera: "No que diz respeito à suas (Kurzweil) idéias futuristas, prefiro aguardar. Não acho que exista alguma ligação direta entre o poder de processamento das CPUs e a habilidade de simular cérebros humanos. Não tenho idéia se será possível fazer upload da consciência de alguém para dentro de uma máquina ou outro corpo, ou se o que quer que resulte disso será capaz de experimentar as sensações do modo como fazemos ou de maneira semelhante".
Ao ser questionado se, após a Singularidade, o homem se tornará obsoleto, Kurzweil afirma que toda a humanidade, um dia, irá se fundir aos celulares, páginas pessoais, menssegers e decreta: “Se falharmos em estender nossa própria capacidade física e mental através de nossa tecnologia, nos tornaremos obsoletos, sim. Mas, na verdade, isso é o que já fizemos com nossas máquinas. Estamos o tempo todo executando tarefas mentais que não seriam possíveis sem esses dispositivos” e prossegue “Somos uma civilização composta de homens e máquinas. Não seremos capazes de distinguir e separar os homens das máquinas. Não estamos nos tornando obsoletos – estamos nos expandindo”
KUSHNER, DAVID. A Era dos Homens-Máquina. Revista Rolling Stone. n 31,p.75-79, 2009
O tempo não para
A chegada da televisão em 18 setembro de 1950, trouxe um costume: a família reunir-se na sala diante da telinha para contemplar o novo meio, assistir as novelas, o Jornal Nacional dando boa noite para o Cid Moreira. A Rede Globo assumiu a liderança e por anos jogou poeira na cara das concorrentes, registrando números altamente expressivos de audiência, principalmente nas novelas, para ter uma idéia, o último capítulo de Vale Tudo registrou 86 pontos de média com picos de 94. Bons tempos aqueles em que as novelas eram sinônimo de audiência,o que se vê hoje é uma série de maus resultados, em todos os horários. Ciranda de Pedra e Negócio da China foram os maiores fracassos da Globo, para ter uma idéia, Negócio da China ficou com 21 pontos de média na Grande São Paulo em suas duas primeiras duas semanas. As duas saíram do ar antes do previsto, mas qual a explicação para tal fato?O tempo. Ele passou, a sociedade mudou, valores mudaram e a emissora carioca simplesmente fechou os olhos para isso justo ela tão visionária fixou-se em bem sucedidas fórmulas que deram-lhe fama nos anos 70,80 e 90, pensou que a fonte não secaria nunca, mas ela secou sim e mesmo com os fiascos não se dá por vencida e não assume uma queda na audiência, segundo Luis Erlanger, diretor da Globo o que está acontecendo é apenas uma fase, assim como aconteceu no início dos anos 90 quando Pantanal tirou o sono da emissora da família Marinho, ele ainda diz que “ a tv entende e antecipa os desejos do telespectador e por isso é o veículo com maior possibilidade de liderar a convergência das mídias”.Como assim?O que a televisão trouxe de novo nos últimos tempos?Será que ele pensa que a interatividade barata na votação do Big Brother, o pay-per-view, disponibilizar parte de seu acervo em seu site, programas antigos bastam?Definitivamente não. A Globo deve ter a mesma linha de pensamento da Escola de Frankfurt, a qual dizia que o público tem uma postura passiva,que iria continuar assistindo a este verdadeiro mais do mesmo.Estamos na era da informação, rápida e abundante, todos têm pressa e cada vez menos tempo para ficar diante da televisão e ver uma história se arrastando por meses, cheias de lugares comuns, o que se quer é objetividade, uma trama que não traga a sensação de “eu já vi isso antes”,e a Record até tentou inovar com “Os mutantes:caminho do coração”, mas a novela-seriado, cheia de exageros, uma ficção-científica duvidosa recheada com jovens e bonitos atores fez barulho,mas não é nenhum fenômeno. Como diz o ditado: “os incomodados que se mudem”,é e isso que os telespectadores estão fazendo, mudando para a tv a cabo e principalmente para a internet,o Y ouTube que o diga,o site que em sua abriga em sua maioria vídeos de grupos de amigas dançando funk e outras bizarrices faz enorme sucesso, porém a qualidade é mínima.
Enquanto no Brasil a convergência ainda caminha a passos lentos, nos Estados Unidos, as redes perceberam que o tempo não para e trazendo novidades. A aposta são os webisodes, minisséries produzidas pela web. A série “Ulgy Betty”, exibido pela NBC ganhou um intitulado “Mode after hours” e ainda disponibiliza 10 episódios em seu site. Os conteúdos das séries da NBC podem ser acessados do exterior.Outra nova maneira de assistir tv é o Boxee, uma rede social que tem em sua tela inicial símbolos de tv aberta e a cabo,além de sites como YouTube e MySpace tv.Só que o destaque é do site americano Hulu que oferece 250 seriados, novos e antigos.Ele é gratuito e o espectador pode assistir os intervalos comerciais de uma vez só(não tem jeito, o famoso merchan existe na web!).
Não dá mais para ignorar: a convergência é um fato, as emissoras brasileiras precisam se convencer e rápido que não basta apenas jogar conteúdos antigos em seus sites, nem achar que gente jovem e bonita substituem uma boa história,vivemos sim em um mundo onde o visual é super valorizado, mas será que não é possível unir a tecnologia e bons enredos?
Muito se fala sobre convergência de mídias, em todas as discussões o único ponto
abordado é o da tecnologia, porém no Brasil ainda ela ainda não é associada a mídia.E por que não? Voltemos à Escola de Frankfurt, esta bobagem que tachou o espectador como uma massa de robôs programados a dizer sim para tudo sem contestar. O público está sim de saco cheio da mesmice, das histórias das novelas, dos mesmos cenários, dos mesmos atores e para se livrar dessa repetição, cada um se vira como pode, uns vão para os canais da tv paga, outros para a internet assistir filmes, séries,ouvir música,quem não tem acesso à rede mundial de computadores vai ler ou dormir, mas uma coisa é certa, a falta de opção faz um número cada dia maior desligar a televisão.
Postado por Sumaia Santana
Referências bibliográficas:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI66582-15220,00.html – acesso dia 01/04/2009
Redação TeleSéries http://teleseries.uol.com.br/heroes-the-office-e-rescue-me-ganham-episodios-na-web/ , Heroes, The Office e Rescue Me ganham episódios na web, matéria do dia 14/07/2008, 23;59 – acesso em 29/04/2009
http://www.cineseries.com.br/noticias-series/ugly-betty/abc-anuncia-seis-episodios-de-ugly-betty-para-internet matéria do dia 30/03/2009 - Seg, 30 de Março de 2009 17:48 – acesso em 29/04/2009
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/asp301220034.htm - acesso em 01/05/2009
Como o próprio site diz "Just in" tudo em "Tempo Real"
É uma rede de diversos canais, que exibem imagens de lifecasting e diversos vídeos, inclusive programas de televisão ao vivo, foi criada pelo americano Justin Kan e lançada em março de 2007. Com o slogan "perca tempo vendo outra pessoa perder tempo", o site Justin.TV divulga ao vivo, durante 24 horas do dia, as peripécias de um jovem de 23 anos em um experimento que para alguns é o futuro da televisão pela internet e, para outros, pura bobagem. Nada fica escondido nem mesmo as atividades no banheiro ou na cama, na vida de Justin Kan, um jovem de San Francisco,Califórnia.
A rede era divulgada inicialmente nos Estados Unidos e se expandiu para diversos países, como Brasil, Holanda, Reino Unido entre outros, como o portal possibilita que as pessoas transmitam em tempo real as imagens. No site já foram registradas diversas ocorrências de trotes ao serviço público e casos de grande polêmica, como o adolescente americano que cometeu suicídio ao vivo através do site. O sistema também pode ser personalizado com cores e motivos de quem criou sua conta, colocando inclusive um topo personalizado com imagens, gif, etc, deixando o visual muito parecido com um blog. Para a TV paga é realmente um caos pois basta ter um assinante esperto para retransmitir o conteúdo pela internet a centenas de milhares de pessoas que não têm condições para assinar os pay-per-view e porque também tem assinantes que estão cancelando os serviços e correndo para frente do computador. E ate para a TV aberta isto impacta em tudo, sabe aquelas jogadas comerciais dos campeonatos em não transmitir para as cidades onde é o jogo? Acabou. Sabe aquela parte mais “picante” de um talk show que você só pode ver se pagar? Já era. Aquele jornal regional que você não poderia assistir? Agora pode! Não se pode controlar mais nada, pois a qualquer momento o conteúdo vaza para o Justin tv. Igualmente, as TVs têm o chamado de direito “exclusivo de reprodução”, por radiodifusão. Eis que na transmissão via IP, a TV não tem como apurar sua audiência e com isso terá impacto financeiro em decorrência de uma utilização indevida de seu conteúdo (haverá diminuição no número de aparelhos ligados). Além disso, a transmissão de conteúdos de TVs “ao vivo” na internet, embora polêmico, já é considerando execução pública pelo ECAD, sendo que sem prévia e expressa autorização do autor ou titular, não poderão ser utilizadas obras teatrais, composições musicais ou lítero-musicais e fonogramas, em representações e execuções públicas. Também, segundo o velho Código Brasileiro de Telecomunicações, Lei 4117/62, que define radiodifusão como serviço destinado a ser recebido direta e livremente pelo público em geral, compreendendo radiodifusão sonora e televisão, a interceptação de sinais “fechados” seria crime. Vejamos: Art. 56. Pratica crime de violação de telecomunicação quem, transgredindo lei ou regulamento, exiba autógrafo ou qualquer documento do arquivo, divulgue ou comunique, informe ou capte, transmita a outrem ou utilize o conteúdo, resumo, significado, interpretação, indicação ou efeito de qualquer comunicação dirigida a terceiro. Assim, a questão do Justin.tv ainda continua afetando ao Direito Autoral e ao crime previsto no artigo 184 do Código Penal, a violação do direito do autor: Art. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos:Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. Se a violação consistir no oferecimento ao público, mediante cabo, fibra ótica, satélite, ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usuário realizar a seleção da obra ou produção para recebê-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda, com intuito de lucro, direto ou indireto, sem autorização expressa, conforme o caso, do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor de fonograma, ou de quem os represente: Pena - reclusão, de 2 dois a 4 quatro anos, e multa. Deixando de lado as leis que são infringidas, o Justin TV se tornou um fenômeno, onde qualquer pessoa de graça pode fazer seu canal, com a programação que lhe convém, transmitindo em tempo real o que der na telha. Trazendo variedades para todos os gostos e todas as nacionalidades.